Abrir a mente para possibilidades é uma questão de mentalidade!

Eu não sei quanto a você, mas eu adoro observar pessoas em qualquer lugar que eu vou!

Longe de mim querer ficar paranoico com isso, mas enquanto converso com pessoas ou assisto algum tipo de palestra, procuro entender o que está acontecendo com a pessoa, como ela se comporta, se o que ela diz está congruente com o que ela faz e assim vai.

E porque tudo isso?

Eu aprendo com pessoas nos gestos mais simples!

Eu gosto de entender as diferentes visões das pessoas!

Eu gosto de saber quais as possibilidades que elas enxergam e percebem ao seu redor.

Às vezes nem são precisos palavras… um simples gesto, um simples olhar…

E isso não quer dizer que eu fico o tempo analisando pessoas…

Todos somos pessoas que possuem suas qualidades e defeitos…

Somos um mundo de possibilidades.

 

Buscando entender as possibilidades

Por que será que algumas pessoas parecem fazer progresso constante em suas vidas pessoais e profissionais, enquanto outras aparentam estar condenadas a repetir os mesmos erros repetidamente?

Tem um coisa que eu considero muito que é: se algo está voltando repetidamente em minha vida, é algo que eu não aprendi a lidar corretamente e está vindo em forma de uma nova lição, de um novo desafio com o qual eu preciso lidar e aprender a resolvê-lo de maneira que não impacte negativamente outras pessoas.

 

Mentes diferentes: mentes abertas x mentes fechadas

Quando estamos lidando com pessoas, o que ocorre o tempo todo, todos os dias, eu notei uma diferença interessante entre uma característica da mentalidade de pessoas com a mente aberta e pessoas de mente fechada: elas encaram obstáculos e desafios de maneira completamente diferente.

Vamos entender mais sobre o que são pessoas com a mente aberta e com a mente fechada?

 

Mentes abertas

Pessoas de mente aberta encaram a vida como uma oportunidade contínua de aprendizado e entendem que podem estar errados, e a partir destes erros se desenvolverem. Elas aprendem e resolvem problemas e seguem adiante, afinal o problema ou erro irão permitir interpretar o que aconteceu e analisar melhor a situação.

Ainda, elas aceitam críticas e validam com os fatos que ocorreram, como um feedback de um trabalho, um artigo ou alguma situação que exige um retorno para melhoria ou validação. Com isso aprendem a controlarem seu medo e mantém um equilíbrio mais saudável em suas vidas.

Por outro lado, conhecemos também o outro grupo, os de mente fechada, não aceitam estar errados e se recusa a abrir mão de suas opiniões.

 

Mentes fechadas

Neste grupo você poderá perceber pessoas que vivem se lamentando, aqueles que acreditam que são vítimas do destino. A primeira reação é pensar que algo é impossível ou muito difícil de ser realizado ou conquistado. Talvez, em virtude deste tipo de pensamento, é um tipo de pessoa que se acomoda facilmente.

Este tipo de pessoa sofre pelo que os outros dizem, deixam o medo tomar conta de suas vidas e se irritam com facilidade.

Pense um pouco em como você reage às mais diversas situações, bem como, as pessoas ao seu redor se comportam. Você consegue perceber um pouco sobre estas características?

Em qual grupo você está?

Bem, antes de você afirmar que você é uma pessoa de mente aberta, considere o seguinte: pessoas com a mentalidade fechada jamais considerariam que se encaixam neste grupo.

Na realidade, eles se perceberem como pessoas com a mentalidade aberta é o verdadeiro perigo. É uma versão do Problema do Mimetismo Batesiano – você é de verdade ou uma cópia forjada? Ou será que você apenas aprendeu a fingir muito bem?

Estas são perguntas difíceis de responder. Ninguém quer admitir para si mesmo que tem a mente fechada. Mas as vantagens de ter a coragem para isso são enormes. A habilidade de mudar de ideia é, na verdade, um superpoder.

 

Se você preferir, pode ver um resumo bem prático destes itens acima:

 

Então como saber qual tipo de mentalidade você tem? Como certificar que você está sendo influenciado pelo grupo certo de pessoas?

No seu livro chamada “Princípios”, Ray Dalio, bilionário e fundador do maior fundo de investimento livre do mundo, apresenta sete maneiras poderosas de entender a diferença.  Ray Dalio também é conhecido como o “Steve Jobs” dos investimentos.

Antes de entrarmos em maiores detalhes convido você a entender através deste vídeos como construir uma empresa (sua ou não) onde ideais vencem e são realmente compartilhadas.

Neste vídeo Ray Dalio indaga como seria se você soubesse o que seus colegas de trabalho pensam sobre você e como eles realmente são? Ele ainda defende o uso de transparência radical e tomada de decisão algorítmica para criar um meritocracia de ideias, onde as pessoas possam falar e dizer o que elas realmente pensam; até chamar a atenção do chefe é válido. Aprenda mais sobre como estas estratégias ajudaram Dalio a criar um dos fundos de cobertura mais bem sucedidos do mundo e como você pode aproveitar o poder de tomada de decisão em grupo orientada por dados.

Se a legenda não entrar automaticamente, ative no vídeo.

 

 

Agora que você (provavelmente) criou uma visão inicial, vamos embarcar nesta jornada e entender mais?

 

Diferenças entre mentes abertas x mentes fechadas

1. Mentes fechadas não gostam quando ideias são questionadas

 

Pessoas com a mente fechada não querem que suas ideias sejam desafiadas. Elas ficam frustradas quando não conseguem fazer a outra pessoa concordar com elas, ao invés de ficarem curiosas sobre o porquê da outra pessoa discordar.

Elas estão mais interessadas em provar que estão certas, do que em obter o melhor resultado.

Elas não fazem perguntas. Elas ficam nervosas quando você faz perguntas ou pede para que expliquem melhor seu ponto de vista. Elas acham que pessoas que fazem perguntas as atrasam. E que você é estúpido se não concorda com elas.

Imagine um amigo seu (ou você mesmo) que sempre gosta de ir aos mesmos lugares, como bares ou restaurantes. Ou tendo uma aversão a novas regras dentro da empresa, “fechando a cara” ao ser corrigido ou orientado a fazer coisas diferentes.

Ao questionar este tipo de pessoa, ela tende a entrar em defesa e perceber tudo como muito negativo.

 

2. Mentes abertas são mais curiosas

 

Pessoas de mente aberta ficam curiosas para entender por que existe uma divergência de opiniões. Entendem que sempre existe a possibilidade de que estejam erradas e que vale a pena considerar a visão do outro. Elas veem situações assim como oportunidades para expandir seu conhecimento e entendimento. Elas entendem que estar certo significa mudar de opinião quando alguém sabe de algo que elas não sabem.

Líderes autênticos sabem valorizar ideias diferentes das suas e potencializam para melhores resultados.

Cada questionamento é visto de forma positiva, com o intuito de somar e não de querer conflitar. Desta forma o conjunto de pessoas é fortalecido e várias visões ampliam o conhecimento mútuo.

 

3. Mentes fechadas afirmam, mentes abertas questionam

 

Pessoas de mente fechada são mais propensas a fazer afirmações do que perguntas.

Elas estão sempre dispostas a expor suas opiniões, mas nunca pedir para outras pessoas explicarem uma ideia ou expandirem seu conhecimento sobre um assunto. Sempre então pensando em como refutariam as ideias e conceitos dos outros, ao invés de tentar entender o que talvez lhes falte.

Ou seja, a sua opinião é mais válida do que escutar outras pessoas. Isso acaba gerando um afastamento e pessoas concordando com tudo e gerando um ambiente menos produtivo e desmotivado.

Em contrapartida, pessoas com a menta aberta acreditam que podem estar erradas; suas perguntas são genuínas. Estão sempre curiosas para saber qual a visão das outras pessoas a respeito de um assunto e a questionarem suas opiniões e entendimentos. Buscam sempre o melhor resultado possível.

Elas acreditam que a soma de pensamentos é melhor do que a verdade única condicionada. As pessoas costumam prover um ambiente interativo e de grandes resultados com o senso de pertencimento muito alto.

 

4. Mentes fechadas focam em explicar seu entendimento ao invés de evoluir suas ideias

 

 

Pessoas de mente fechada focam muito mais em serem entendidas do que em entenderem outras pessoas. Elas querem mostrar onde você está errado e que você não entende o que elas querem dizer, ao invés de admitir que você não concorda com elas.

É um verdadeiro retrato de perder tempo justificando ao invés de ganhar tempo melhorando algum conceito. Acaba sendo um estilo, “faça porque eu disse que é assim”.

Neste sentido, as pessoas com a mente aberta se sentem compelidas a se colocar no lugar da outra pessoa. Quando você discorda delas, rapidamente presumem que podem não entender algo e pedem para você dizê-las onde que o entendimento delas sobre o assunto está incompleto.

Desta forma visam ampliar conceitos, revisam seus pontos de vista e conseguem evoluir a cada nova conversa.

Como é feita esta evolução de ideias? Veremos com mais detalhes ao longo deste artigo. Este item é complementar para vários dos tópicos explorados aqui.

 

5. “Eu talvez esteja errado, mas…”

 

Pessoas de mente fechada falam coisas como “Eu poderia estar errado…, mas esta é minha opinião.”. Esta é a frase perfeita para identificar pessoas que não querem renunciar às suas opiniões, ao passo que se convencem que estão sendo mente aberta.

É o famoso “vou pagar para ver”. O meu jeito é o correto. Só existem dois jeitos: O meu ou o errado!

Quantas vezes você já se deparou com pessoas assim que acabam “minando” um projeto por serem vistas como “teimosas”? Este tipo de pessoa tende a se tornar agressiva ou ríspida quando questionada.

Um exemplo é quando uma pessoa cita um ator de um filme ou autor de livro erroneamente e alguém a questiona, ela insiste no ponto de vida dela e não liga para as outras opiniões.

Pessoas de mente aberta sabem quando fazer afirmações e sabem quando fazer perguntas. Elas escutam as outras pessoas e concordam ou discordam com o objetivo de chegar na melhor solução possível.

Ao contrário das pessoas de mente fechadas que preferem ter uma visão mais limitada, elas possuem uma visão mais ampla, escutando e seguindo conselhos.

Se uma pessoa de mente aberta quiser emagrecer ela irá buscar a opinião de quem entende mais do que ela, ao invés de viver na sua crença. Ela busca referências de sucesso e melhora ainda mais seus resultados.

 

6. Pessoas de mente fechadas não querem saber da sua opinião

 

Pessoas com a mente fechada interrompem outras pessoas falando. Elas não têm tempo de repetir o que já foi dito. Não querem ouvir a voz de ninguém, a não ser a delas mesmas.

Este tipo de pessoa se irrita facilmente e não tem um senso crítico tão apurada quanto para si mesma.

Se você tiver um desentendimento com este tipo de pessoa, ela tende a sair de perto de você com raiva ou “magoada” por ter sido contrariada. É mais fácil se mostrar raivoso do que admitir estar errado e aprender.

Pessoas com a mente aberta estão sempre mais interessadas em escutar do que em falar.

Elas entendem que duas cabeças pensam melhor do que uma e quatro ouvidos escutam melhor que dois.

Parece tão simples, mas requer uma grande maturidade para relevar as vivências diferentes e saber que todos possuem uma visão sobre o que é certo ou errado.

 

7. Pensamentos simultâneos são um fator ausente em mentes fechadas e presentes em mentes abertas

 

Pessoas com mente fechada tem problemas em manter dois pensamentos simultaneamente em suas mentes. Fecham suas mentes em torno das suas ideias favoritas.

É uma forma de se manterem protegidas e evitar entrar em debate e conflito com outras pessoas.

O egocentrismo é uma maneira de se isolar e de evitar conflitar com outras pessoas e ficarem vivendo de uma realidade abstrata, donas da razão.

Isso é muito comum quando você discute projetos com este tipo de pessoa que sempre quer voltar ao que está funcionando e nunca quer tentar alterar algo.

O famoso “em time que está ganhando, não se mexe”.

Pessoas com a mente aberta podem absorver as ideias e pensamentos dos outros sem perder a habilidade de pensar corretamente – elas podem manter dois, ou mais, conceitos conflitantes nas suas mentes e intercalar entre um e o outro para entender qual o mérito de cada uma.

Desta forma ela ganha mais possibilidades e amplia o seu repertório de comunicação e entendimento, fazendo, assim com que próximos conversas sobre este assunto possam receber mais ideias que venham a contribuir com o que está sendo almejado.

 

8. Humildade

 

Pessoas de mente fechada não tem um senso profundo de humildade. Como geralmente aprendemos a sermos humildes através de nossas falhas, pessoas que não aceitam errar não passam por esse processo de aprendizado.

Sempre que houver algo que aconteceu de forma errada, este tipo de pessoa tende a se martirizar e acaba sofrendo muito internamente. Errar para elas não é humano. É quase burrice.

Pessoas de mente aberta encaram tudo com profundo medo de que talvez estejam erradas. Elas respeitam o erro e tem a humildade necessária para buscar entender o que precisa ser feito diferente para que cheguem a melhores resultados e não cometam o mesmo erro novamente.

 

Você tem a mente aberta ou fechada?

Se você reconheceu padrões de uma pessoa de mente fechada em você, fique tranquilo porque você não está sozinho.

Naturalmente estamos todos transitando em algum lugar entre mente aberta e fechada. Mas cada um de nós possui o poder de escolher todos os dias como queremos agir.

Quando você se perceber agindo de uma maneira negativa, aceite o que está acontecendo e corrija sua ação. Não se culpe. Assim que você puder, reflita sobre o que está acontecendo de uma maneira mais profunda. Tente ser melhor da próxima vez. Lembre-se que mudar um comportamento toma tempo e dedicação.

Para fazer esta reflexão anote como você está se sentindo, o que você não concorda e o que está, possivelmente, deixando você irritado.

Posteriormente anote como você imagina a situação ideal e busque um caminho para a mudança.

Qual o primeiro passo que você precisa dar para que consiga começar a se desenvolver em direção à solução apontada?

Entenda que o quanto você irá aprender e progredir depende do quanto você está disposto a considerar novas ideias, mesmo que você, a princípio, não goste delas. Principalmente se você não gostar delas.

Mais importante ainda, entenda que depositar sua confiança e esforço no mentor correto pode te impulsionar para frente, assim como depositar sua confiança e esforço na pessoa errada pode te jogar de volta ao ponto de partida e acabar com seu desenvolvimento e deixar sua vida estagnada.

 

De que forma você pode se abrir para as possibilidades?

Muitos de nós têm expectativas de como nosso dia deve fluir, ou experiências que planejamos para nosso dia-a-dia. Quanto mais planejamos, mais fixamos na nossa cabeça como as coisas devem acontecer.

Por este motivo nós nos decepcionamos facilmente quando nossa mesa favorita no restaurante não está disponível, ou nosso item favorito na padaria já acabou, ou até quando o dia fica nublado ao invés de ensolarado e estamos de folga na praia.

Nós acordamos pensando que vamos fazer exatamente a mesma coisa que fizemos ontem, e no dia anterior e assim por diante.

Ficamos tão presos a nossa rotina, que esquecemos que só precisamos de um momento para mudar nossa vida inteira. Um só momento. Um único momento.

Nós somos resultado de nossas experiências vividas até o dia de hoje. Tudo o que nos aconteceu até hoje irá gerar nossas experiências e forma de agir e de pensar. Tudo se relaciona com o nosso mapa de mundo e com as coisas que imaginamos serem corretas.

Imagine o que poderia acontecer na sua vida se você começasse a agir assim todos os dias? Cheio de POSSIBILIDADES?

Você seria mais feliz… com certeza.

A verdade é que em cada dia existe uma pedra preciosa escondida que está à espera de ser descoberta.

Claro que, nem todos os dias a pedra será brilhante como um diamante. Você pode ter um daqueles dias que alguém te deixa para baixo, que te desanima, ou que você se sente triste.

Mas mesmo ali, existe uma pedra preciosa, se você se permitir enxergá-la. É uma questão de aprender a lidar com sentimentos e consigo mesmo.

Não é somente uma escolha. A escolha é se desafiar a se conhecer melhor e de querer mudar para melhor.

 

E como posso a encontrar as pedras preciosas?

Simples, faça as perguntas certas.

Perguntas literalmente abrem e fecham caminhos no seu cérebro. Elas desenham alternativas e novos cenários.

Elas precisam de uma resposta. Quando uma boa pergunta é feita, seja ela feita em uma reunião de negócios ou em um jantar de família, nosso cérebro começa uma corrida para respondê-las.

Este tipo de pergunta tem como objetivo empoderar você e fazer você ser ainda mais especial e perceber evolução em diferentes áreas da sua vida.

Considere o poder de perguntas que escutamos com frequência:

“Que horas você vai chegar em casa?”

“Para onde você vai nas férias?”

“Como vamos fazer esse projeto ir para frente?”

Com perguntas como estas, nosso cérebro sabe o que fazer, já que existem precedentes e experiências que tivemos no passado para nos guiarem. Nosso cérebro usa esses precedentes para encontrar ou criar rapidamente uma resposta aceitável.

Mas este tipo de pergunta mantém você na sua zona de conforto. Quer saber como você pode mudar isso?

Antes de avançar….

Para ajudar você a entender ainda mais sobre este poderoso processo, convido você a assistir o vídeo de Randall Munroe que responde perguntas simples do tipo “e se…” usando matemática, física, lógica e uma boa dose de humor. Aproveite este momento e leve ainda mais aprendizado sobre este assunto.

Se a legenda não ativar automaticamente, ative no vídeo.

 

O poder do “E se?”

Com uma pergunta convencional, como citado acima, seu cérebro rapidamente usa informações anteriores ou situações que você já passou para elaborar uma resposta.

Por isso você precisa desafiar o seu cérebro, a sua visão da verdade e sua visão de mundo.

Com uma pergunta “E se…?”, seu cérebro geralmente não tem nenhuma resposta anterior, um paradigma ou exemplo para se basear e gerar assim uma resposta aceitável, então a resposta é gerada por outra parte do seu cérebro.

Essas perguntas nos forçam a imaginar e criar, geralmente trazendo à tona novas emoções (às vezes desconfortáveis).

Mudando a forma de questionar

Considere a estrutura e possibilidades dessas duas perguntas:

  • “Para onde iremos viajar este ano? ”
  • “E se fizéssemos a melhor viajem de férias das nossas vidas este ano? ”

Com a primeira estrutura apresentada, perceba como sua mente imediatamente gera opções que são entidades já existentes na sua mente. Ela está buscando referências passadas, imagens, sentimentos e experiências vividas, como talvez o lugar que sua família ou amigos sempre vão nas férias, ou seu lugar favorito para atividades de lazer, como uma casa da praia ou casa no campo.

Agora, com a segunda estrutura você vai notar que essa pergunta produz uma nova ação: “melhor das nossas vidas”.

Esse padrão certamente poderia ser alcançado pela estrutura da primeira questão, no entanto, não é necessário.

Por isso o poder e a genialidade do “e se?”.

São perguntas poderosas que ajudam a encontrar novas soluções, ver novas oportunidades ou fazer coisas diferentes. Perguntas que nos abrem para novas oportunidade!

 

O poder do “E se…?” na sua vida profissional

Na nossa vida profissional geralmente estamos focados demais em porque algo não pode ser feito.

Algumas pessoas são muito boas em explicar isso: porque não pode ser feito. Isso é uma grande perda de tempo e desperdício da capacidade de pessoas inteligentes.

São as famosas desculpas prontas para não sair da zona de conforto.

E se você focasse nas possibilidades e oportunidades ao invés das impossibilidades?

Como assim? Isso realmente é possível? Veja o seguinte exemplo:

Quando a SpaceX foi fundada, qual pergunta você suspeita que o Elon Musk se questinonou:

“Como vamos criar a viagem espacial privada para indivíduos?” ou

“E se criássemos uma empresa que proporciona viagens espaciais para indivíduos?”.

A segunda pergunta leva muito mais facilmente para uma declaração poderosa de algo que antes era algo impossível (ou improvável).

 

Faça as perguntas certas

Perguntas com “E se” abrem nossa mente quando nos deparamos com um desafio. Elas nos permitem olhar para um problema existente de um outro ângulo. Mas cuidado e mantenha-se positivo.

Positividade não significa que você não terá desafios ou problemas. Apenas indica como você irá encarar os fatos e como irá abordar a próxima adversidade.

E se o próximo cliente nunca vier? E se meu produto não for bem aceito no mercado? E se meus investimentos derem errado? E se meu melhor funcionário sair?

Estas são perguntas que não valem a pena serem feitas desta forma.

Elas sugam suas forças, diminuem sua influência, e fazem você se curvar ao negativismo. E se você der força o suficiente a elas, elas podem te destruir.

Quanto mais foco no problema e no negativismo, mais problemas e mais negatividade você terá.

Já ouviu falar que um problema nunca vem sozinho? É isso que acontece ao focar o tempo todo nas coisas negativas.

 

Mas tem outro tipo de perguntas que geram possibilidade. Ao invés de nos derrubarem, essas perguntas nos liberam e empoderam.

E se eu tentar algo totalmente diferente? E se eu pedisse o conselho dela? E se não for impossível? E se reinventarmos esse processo? E se der certo?

Estas perguntas acendem nossa imaginação e nos inspiram a desafiar o status quo. Elas não são sempre soluções, mas são pontos de partida. Geralmente nos levam a inovação.

E com isso conseguimos crescer e evoluir. Elas nos elevam e fazem buscarmos nosso melhor sempre.

É foco na solução e na resolução.

Permitem ampliar nossos horizontes.

 

Me diga, o que você tem feito para ampliar sua visão de mundo e gerar novas possibilidades na sua vida como um todo?

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